Quarta-feira, 31 de Março de 2004

HOMENAGEM A AUGUSTO GIL

augusto_gil.jpg


Augusto César Ferreira Gil (1873-1929) nasceu em Lordelo do Ouro, Porto, e faleceu em Lisboa. Estudou direito na Universidade de Coimbra onde conviveu com Alexandre Braga, Fausto Guedes, Teixeira de Pascoais no tempo em que prevalecia a poesia lírica de João de Deus que o inspirou. Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde director-geral das Belas-Artes.
A sua obra é composta por uma poesia simples, por isso facilmente captada pelo povo que ainda hoje a canta em vários fados. Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista. Obras poéticas: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), Alba Plena (1916), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930). Crónicas: Gente de Palmo e Meio (1913).

Manuel era um petiz de palmo e meio

(ou pouco mais teria na verdade),

de rosto moreninho e olhar cheio

de inteligente e enérgica bondade.


Orgulhava-se dele o professor.

No porte e no saber era o primeiro.

Lia nos livros que nem um doutor,

fazia contas que nem um banqueiro.


Ora uma vez ia o Manuel passando

junto ao adro da igreja. Aproximou-se

e viu à porta principal um bando

de homens a olhar o que quer que fosse.


Empurravam-se todos em tropel,

ansiosos por saberem, cada qual,

o que vinha a dizer certo papel

pregado com obreias no portal.


"Mais contribuições!" - supunha um.

"É pràs sortes, talvez!" - outro volvia.

Quantas suposições! Porém, nenhum

sabia ao certo o que o papel dizia.


Nenhum (e eram vinte os assistentes)

sabia ler aqueles riscos pretos.

Vinte homens, e talvez inteligentes,

mas todos - que tristeza analfabetos!


Furou o Manuel por entre aquela gente

ansiosa, comprimida, amalgamada,

como uma formiga diligente

por um maciço de erva emaranhada.


Furou, e conseguiu chegar adiante.

Ergueu-se nos pezitos para ver;

mas o edital estava tão distante,

lá tanto em cima que o não pôde ler.


Um dos do bando agarrou-o então

e levantou-o com as mãos possantes

e calejadas de cavarem pão.

Houve um silêncio entre os circunstantes


E numa clara voz melodiosa

a alegre e insinuante criancinha

pôs-se a ler àquela gente ansiosa

correntemente o que o edital continha.


Regressava o abade do passal

a caminho da sua moradia.

Como era já idoso e via mal,

acercou-se para ver o que haveria.


E deparou com este quadro lindo

de uma criança a ler a homens feitos,

de um pequenino cérebro espargindo

luz naqueles cérebros imperfeitos.


Transpareceu no rosto ao bom abade

um doce e espiritual contentamento,

e a sua boca, fonte de verdade,

disse estas frases com um brando acento:


" - Olhai, amigos, quanto pode o ensino.

Sois homens, alguns pais e até avós.

Pois por saber ler este menino

é já maior do que nenhum de vós!"




publicado por linade às 23:04
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ENTRE ASPAS

pensador.gif

"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas".
(Goethe)





"Um homem terá pelo menos dado a partida para a descoberta do sentido da vida humana quando começar a plantar árvores frondosas sob as quais sabe muito bem que jamais se sentará".


(D. Elton Trueblood)
publicado por linade às 22:59
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Domingo, 28 de Março de 2004

CATULO: A PAIXÃO POR LÉSBIA

imagens.jpg

Gaius Valerius Catullus ou mais conhecido por Catulo, nascido crê-se em 84 a.C. e morrido a 54. De uma família abastada da ordem equestre, em cuja casa costumava hospedar-se Júlio César. Teve vida fausta em Roma já aos vinte anos de idade. Aí conheceu e amou apaixonadamente Lésbia (Clódia) que seria uma profunda marca nos seus poemas líricos. De temperamento emotivo, oscilante entre a afeição exaltada e o ódio maledicente, na sua ligação com Lésbia, aristocrata romana, bela e culta, mas de costumes livres.
Catulo foi o maior lírico da sua época e de toda a literatura. Possui 116 composições; nas primeiras das quais, especialmente no Poemeto de natureza épica "Para as núpcias de Peleu e Tétis"; depois a experiência da vida e do amor por Lésbia desenvolveram nele a genialidade do pensamento.
As suas poesias são elegantes e sinceras, mas muito livres e muitas delas inspiradas pela paixão ardente pela famosa Lésbia (nome verdadeiro de Clódia).



Verona – séc. I a.C.

Vivamos, minha Lésbia, e amemos,
e os murmúrios dos velhos mais severos
dêmos-lhes a todos o valor de um centavo!
Os sóis podem extinguir-se e voltar:
mas nós, uma vez que se extingue a breve luz do dia,
temos de dormir uma só noite, para sempre.
Dá-me mil beijos, depois um cento,
e mais mil, depois outro cento,
depois outros mil, e mais cem.
Em seguida, quando juntarmos muitos milhares,
misturamo-los, para que não saibamos
ou nenhum malvado possa invejar-nos,
quando souber que os beijos foram tantos.

Maria Helena da Rocha Pereira, Romana, pp. 93-94 Coimbra, 2000.


«Odeio e amo. Perguntarás como isso possa ser.
Não sei, mas sinto-o, e é um tormento.»*
é como um vazio devorador
um simples toque de luz encantador
não vejo nada
de tanto
iluminar, abdicar, dar, amar, ofuscar o sublime
com a sua própria face - só luz.

[Há noites em que as estrelas mudam sorrateiramente de lugar, fazendo desvios rápidos. Escrevem no céu traços de luz que só devem ser vistos por uma pessoa de cada vez.]

Calor que aleija ao andar na ilusão
a luz ainda não me deixa ver!
é preciso fechar os olhos para criar a pálida alma só
no deserto, caminhando entretida a contar os grãos de areia
impedindo a noite de se fazer negra e fria.

*Catulo
(LXXXV.1-2)
Maria Helena da Rocha Pereira, Romana, p. 96, Coimbra, 2000.


A paixão de Catulo por Lésbia deu origem a poesias amorosas, mas também a epigramas ofensivos e, mesmo, obscenos.

publicado por linade às 20:05
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Quinta-feira, 25 de Março de 2004

ENTRE ASPAS

flores12.jpg


O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável, para os temerosos o desconhecido, para os valentes é a oportunidade.

Victor Hugo
publicado por linade às 23:23
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Quarta-feira, 24 de Março de 2004

OS HETERÓNIMOS DE FERNANDO PESSOA

retrato.jpg


RICARDO REIS

Inglória é a vida, e inglório o conhecê-la.

Quantos, se pensam, não se reconhecem

Os que se conheceram!

A cada hora se muda não só a hora

Mas o que se crê nela, e a vida passa

Entre viver e ser.

(14/02/1933)
Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua tôda

Brilha, porque alta vive.


****************

ÁLVARO DE CAMPOS

(21/10/1935)

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

****************


ALBERTO CAEIRO

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Quando Eu

Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.

Passei Toda a Noite

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.


***************

publicado por linade às 22:26
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Segunda-feira, 22 de Março de 2004

GESTÃO À PORTUGUESA

Uma empresa, entendeu que estava na altura de mudar o estilo de
gestão e contratou um novo administrador.
Este veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.
No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspecção a toda a empresa.
No armazém todos estavam a trabalhar, mas um rapaz novo estava encostado à
parede, com as mãos nos bolsos. Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a
sua nova filosofia de trabalho, o administrador perguntou ao rapaz:
- Quanto é que você ganha por mês?
- Quinhentos euros - respondeu o rapaz sem saber do que se tratava
-Porquê?
O administrador tirou quinhentos euros do bolso e deu-os ao rapaz, dizendo:
- Aqui estão os seus quinhentos euros deste mês. Agora desapareça e não meta aqui os pés nunca mais!
O rapaz guardou o dinheiro e saiu o mais depressa que pode.
O administrador, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:
- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Veio entregar uma pizza - respondeu um dos operários .

publicado por linade às 23:07
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Domingo, 21 de Março de 2004

PAZ NO MUNDO

paz.jpg

Eu quero paz no mundo
e para todo o mundo.
Quero paz para todos os seres,
paz para a minha e para a tua gente.
Eu quero ainda mais,
quero paz para quem vive em guerra,
paz para quem não tem teto para morar,
nem amor para dar.
Quero mais paz,
paz para todos os corações em conflito,
paz para as bocas famintas,
paz para os corpos doentes,
paz para as mentes aflitas.
E quero acima de tudo,
paz na Terra e para toda a Terra!


publicado por linade às 00:36
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Sexta-feira, 19 de Março de 2004

HOMENAGEM A TODOS OS PAIS

<img alt="rembrandt01.jpg" src="http://distoedaquilo.blogs.sapo.pt/arquivo/rembrandt01.jpg" width="80" height="150" border="0" / PAI Agradeço-te, com toda a ternura e carinho, tudo o que tens feito por mim, em especial o dom extraordinário da vida.. *************************************************************************** ....... A minha sugestão de ementa para o dia do Pai...... "Entrada" Cocktail de camarão 4 c. sopa maionese 1 c. sopa ketchup 4 c. sopa natas batidas 1 c. sopa salsa picada alface(s) cortada(s) em pedaços q.b. paprika q.b. 1 c. café molho inglês 3 c. sopa conhaque 1. Depois de cozidos, descasque os camarões e reserve. 2. Numa taça, coloque maionese e adicione o ketchup, o molho inglês, o conhaque e tempere com sal e pimenta. Por fim, misture cuidadosamente as natas batidas bem frias e os camarões. Envolva bem. 3. Distribua a alface por taças individuais e o cocktail de camarão por cima. 4. Polvilhe com a salsa picada e uma pitada de paprika. Sirva muito fresco. "Prato principal" Arroz de pato à minha moda Ingredientes: Um pato de preferência caseiro; 2 cebolas; 2 dl de azeite; sal, pimenta; caldo de carne; um chouriço de carne; louro, salsa, um copo de vinho maduro; arroz; salpicão; água q.b. Limpa-se o pato e parte-se aos pedaços. Numa panela faz-se um estrugido bem apurado com as cebolas e o azeite. Depois de ter o estrugido escurinho deita-se um pouco de água e passa-se pela varinha. Mete-se o pato e deixa-se cozinhar. Dez minutos depois deita-se o sal, pimenta, chouriço, louro, salsa, um caldo de carne e deixa-se cozinhas mais um pouco. Passados 10/15 minutos junta-se o vinho maduro e sacode-se o tacho, deixar continuar a cozer por mais meia hora. Quando o pato estiver cozido retira-se para uma travessa para ser desossado e reserva-se o caldo para fazer o arroz. Mede-se o caldo e junta-se mais água conforme a quantidade de arroz que se pretende fazer ( eu ponho medida e meia de água para cada medida de arroz) e leva-se a ferver, rectificam-se os temperos, mete-se o arroz e deixa-se cozer no mínimo ( se for na panela de pressão o arroz coze mais depressa e fica seco e solto). Depois de cozido o arroz, pega-se numa pingadeira ou tabuleiro de ir ao forno e põe-se uma camada de arroz outra de carne de pato desossado e por último outra de arroz. Por cima dispõem-se umas rodelas de salpicão e vai ao forno cerca de meia hora, depende do aquecimento do forno. Não deixe de usar a sua imaginação e o gosto dos seus comensais para dar um toque mais pessoal à receita. "Sobremesa" Bolo de chocolate com coco ingredientes 6 0vos 6 colheres de açúcar 2 colheres de manteiga 2 colher de chá de fermento royal 100g de coco 8 colheres de achocolatado ( Nesquik) Preparação No copo misturador colocar os ovos, o açúcar, a manteiga e o fermento e misturar bem 4 ou 5 minutos. Juntar o coco ralado e misturar mais uns minutos. Barrar uma forma redonda com manteiga e farinha. Deitar o preparado na forma e levar ao forno aquecido cerca de 45 minutos. Cobertura 1 embalagem de natas 3 colheres de açúcar 4 colheres de achocolatado Levar estes ingredientes ao lume num tacho e mexer durante 5 minutos. Depois de retirar o bolo da forma deixar arrefecer e cobrir o bolo com esta mistura. Polvilhar com chocolate granulado ou chocolate às lascas. ...e para descontrair... No meio de uma longa viagem, a comissária de bordo pergunta a um dos passageiros: - O senhor aceita um Banana Split? - Não, obrigado... Eu sou diabético! - Então que tal um pudim de leite condensado? - Eu não posso! - repetiu ele - Sou diabético! - Tudo bem - tornou a comissária de bordo - Que tal a sugestão da casa, ou melhor, do avião? Uma deliciosa mousse de chocolate, com cobertura de chantilly! - Menina, não deve estar a perceber! - disse ele, começando a ficar alterado - Eu sou diabético!!! - Ah, eu sei de uma coisa que o senhor vai adorar: a nossa torta de laranja! Uma delícia... - Porra! - grita ele - Eu já disse umas mil vezes que sou diabético! Será que você é surda!? Eu não posso comer essas porcarias, eu sou diabético! EU SOU DIABÉTICO!!! - Cláudia! - grita a comissária de bordo, chamando uma das suas colegas - Aqui este senhor está uma pilha de nervos! Traz-me aí uma água com muito açúcar para ele se acalmar!
publicado por linade às 14:33
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ADVERSIDADE

paisagens4.jpg


Dois importantes factos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade.

(Andrew Carnegie a Napoleon Hill)


A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.

(Horácio)


Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas.
(Provérbio Chinês )


A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.
(Martin Luther King Jr.)


Não se viam as plantas cobertas pela neve. - E o lavrador, dono do campo, comentou jovialmente: "Agora, crescem para dentro". - Pensei em ti; na tua forçosa inactividade - Diz-me: também cresces para dentro?

(Josemaría Escrivá)










publicado por linade às 13:36
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Quinta-feira, 18 de Março de 2004

CONFÚCIO (551/479 a. C)

Certa vez perguntaram a Confúcio:
"O que o surpreende mais na Humanidade?"
Ele respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro...
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido.






"...Se os homens fossem bondosos, verdadeiros, afáveis, íntegros e sagazes...Então teríamos o paraíso na humanidade..."


Confúcio, também conhecido como K'ung Ch'iu (Mestre Kong), nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. A família de Confúcio estava longe de ser abastada. Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Quando tinha três anos de idade o seu Pai morreu, sendo então obrigado a trabalhar desde muito novo para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar-se à busca do conhecimento. Confúcio viveu numa época em que a China se encontrava dividida em estados feudais que lutavam pela supremacia do poder.
Tendo viajado para fora de Lou, regressou à sua terra natal quando tinha 68 anos, onde continuou a dedicar-se ao ensino de um grupo de discípulos. A escola privada, fundada por Confúcio, cresceu a ponto de ter 3.000 alunos, dos quais setenta e dois eram os seus discípulos mais eruditos. Ele tentou transformá-los em Jens, seres humanos perfeitos que praticassem o exercício do amor e da bondade.
O Confucionismo considera o homem bom e possuidor do livre arbítrio, sendo a virtude sua recompensa. O único sacrilégio é desobedecer a regra da piedade. Segundo a história, Confúcio morreu em 479 a.C., velho, desapontado, mal sucedido e murmurando: “A grande montanha terá que desmoronar! A forte viga terá que quebrar! O homem sábio murcha como a planta! Não existe ninguém no império que me queira como mestre! Meu tempo de morrer chegou.”






publicado por linade às 20:26
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