Sábado, 29 de Maio de 2004

AINDA ME AMAS?


[Ainda que mal lhe pergunte]

Ainda que Mal Pergunte
Ainda que mal te pergunte,
Ainda que mal respondas;
Ainda que mal te entenda,
Ainda que mal repitas;
Ainda que mal insistas,
Ainda que mal desculpes;
Ainda que mal me exprima,
Ainda que mal me julgues;
Ainda que mal me mostre,
Ainda que mal te encare,
Ainda que mal te furtes;
Ainda que mal te siga,
Ainda que mal te voltes;
Ainda que mal te ame,
Ainda que mal o saibas;
Ainda que mal te agarre,
Ainda que mal te mates;
Ainda assim, pergunto: Me amas?
E me queimando em teu peito
Me salvo e me dano...
...de AMOR!!!

FERNANDO PESSOA

publicado por linade às 18:59
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2004

INOCÊNCIA


publicado por linade às 18:45
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MEDITAÇÕES DIANTE DO BUMBUM DE JULIANA




ARNALDO JABOR


Nos últimos dias, só houve dois assuntos neste bendito País: a gafe do Lula com o jornalista e o bumbum de Juliana Paes na Playboy. Prefiro o bumbum de Juliana. Ia escrever sobre a babaquice do Lula, mas creio que o outro assunto é mais "palpável" do que esse governo especializado em alternar lentíssimas indecisões com arroubos ridículos, "assembleísmos" leninistas com gestos bruscos que, em geral, têm de ser consertados depois. Mas, não adianta repetir o óbvio para surdos. Vamos ao que interessa: o bumbum era esperado como um messias redentor, aguardado como a salvação do País neste momento sem graça.

Políticos, bancários, eu, todos ansiávamos por esse bumbum como por um "Maomé", um profeta. O que poderia nos revelar esse bumbum? Corri para as bancas e comprei a Playboy sob o olhar debochado do jornaleiro que me reconheceu e perguntou se eu não ia levar o The Economist também. "Claro, claro...", respondi, vermelho. Chego em casa, rasgo a capa de plástico com as mãos trêmulas, abro com uma sensação de pecado e esperança e vejo Juliana Paes em seu esplendor. Folheio a revista e caio numa perplexidade muda.

Antes de continuar, devo dizer que já escrevi sobre o bumbum da Feiticeira, o bumbum da Tiazinha e continuo sem uma palavra apropriada. Não há na língua portuguesa um termo corrente para essa parte do corpo. A palavra "bunda" tem uma conotação pejorativa, um substantivo já adjetivado de saída. Há eufemismos como "traseiro" ou metonímias como "nádegas, "glúteos", etc...

Portanto, "bunda" é a palavra certa.

Muito bem; com todo o respeito, a bunda de Juliana me deixou aparvalhado.

Não sei se esperava muito; só sei que fui tomado por uma funda decepção. Não sobre beleza da bunda, pois é muito bonita sim, mas pelo choque de realidade que me trouxe. Afinal, verificamos que era apenas uma bunda e não um enviado de Deus, era apenas uma moça que nos parece gentil, romântica, bondosa como uma babá, mostrando o bumbum como um bebê recém-nascido. Ela sorri, parecendo dizer: "É só isso o que vocês queriam? Ora... pois aqui está minha bundinha..." Olhei o bumbum de Juliana por todos os ângulos, e nada aconteceu, sexual e filosoficamente. Confesso, Juliana, com todo o respeito, que imaginei cenas eróticas comigo mesmo, com outros e nada senti....

Pensei: "Estou decadente, ou as uvas estão verdes..." Mas, não; não era isso. Bateu-me mesmo uma certa tristeza, de ver aquela moça ali, satisfazendo nosso desejo bruto e invasivo, esse povo de onanistas e sodomitas sempre desejando a mulher por trás. Senti um vazio ao ver um segredo revelado, estragando com sua nudez meridiana a glória da moça da novela. Algo como água fria num sucesso, algo como a traição contra Zeca Pagodinho, no auge de sua ascensão. O mercado estraga o prazer, programando-o. Toda a beleza do mito é justamente seu mistério inacessível, seu enigma não decifrado. Juliana da novela não é só sua bunda.

Ela é a doce ingênua do subúrbio, a moça generosa, "dadeira", mas honesta, com seu rosto redondo de brasileira, com largos quadris de boa mãe leiteira.

Sua nudez não tem a norma perversa das playmates típicas. Falta-lhe a crua perversão das outras, gatas ferozes prometendo sexo selvagem. Não. Juliana tenta rostos sacanas, mas só passa uma doçura incontrolável, faltando-lhe a catadura zangada das punks ou sadomasoquistas.

Daí, me bateu a verdade inapelável e cruel: a bunda não existe. Só existe a "idéia" de bunda, o conceito platônico de bunda. Isso. No caso de Juliana, o bumbum real destrói o bumbum imaginário. Sempre sonhamos com aquele bumbum adivinhado sob os vestidos na novela e ele tinha a multidimensão rica de uma metáfora. Ele era todos os bumbuns, ele era uma promessa de vida em nossos corações. Mas, diante do bumbum real, a vida perdeu o mistério, tudo se aquietou na paz da anatomia óbvia. O bumbum deixou de ser uma utopia e só restou o bumbum possível. Vemos, com clareza e realismo, que virou um bumbum mortal, sem transcendência, que é apenas um bom bumbum brasileiro, que um dia cairá, como o PT.

Por isso, me pergunto por que a bunda é nosso símbolo? Para os anglo-saxões são os seios, leiteiros, alimentícios. O bumbum para nós, ibéricos, é menos inquietante que a vagina; essa nos lembra fecundidade, essa nos coloca diante da responsabilidade da criação da vida, e até dos perigos da devoração pela fêmea dentada e potente. A vagina é um pênis embutido; a vagina é o "outro" e merece respeito. Já o bumbum, por infecundo, a reboque do corpo, tem uma imagem mais propícia para sacanagens sem perigo, além de ser uma herança do homossexualismo deslocado dos senhores portugueses diante da negras zulus nas senzalas.

Por isso, afirmo que o bumbum de Juliana, por mais caras perversas que ela faça na revista, é uma bunda romântica, familiar. O rosto maternal de Juliana prejudica o desempenho de seu bumbum. No caso de Tiazinha ou da Feiticeira, a bunda tinha vida própria. Era mais importante que as donas.

Muitas mulheres de bonitas bundas chegam a ter ciúmes de si mesmas e têm uma atitude envergonhada de suas formas calipígias. A mulher de bunda bonita caminha como se fossem duas: ela e sua bunda. Uma fala e ninguém ouve; a outra cala e todos olham. A mulher de bunda bonita não tem sossego; está sempre autoconsciente do tesouro que reboca. A mulher de bunda bonita mesmo de frente está sempre de costas. A mulher de bunda bonita vive angustiada - quem é amada? Ela ou sua bunda? Algumas bundas até parecem ter pena de suas donas e quase dizem: "Olhem para ela também, ouçam suas opiniões, sentimentos... Ela também é legal..."

Mas, a verdade é econômica. A bunda hoje no Brasil é um ativo. Centenas, milhares de moças bonitas usam-na como um emprego informal, um instrumento de ascensão social. A globalização da economia está nos deixando sem calças.

Sobrou-nos a bunda... nosso único capital.

publicado por linade às 18:29
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2004

EU E TU SOMOS IGUAIS




Eu E Tu Somos Iguais

Saiu pela noite,
Pelas ruas do Porto,
Procurando os seus olhos
Num copo já morto.
Perdeu-se na vida
Encontrou-a na Foz,
Entre o Molhe e a Avenida
Há tanta gente a sós.
E eu e tu somos iguais.
Esconderam palavras
Por trás das palavras,
Disseram amor
Sem se perceberem.
Dançaram na estrada,
No asfalto dos loucos,
Entre o céu e o nada
Foram morrendo aos poucos.
E eu e tu somos iguais.
E pediram-se um beijo,
Uma mão que os agarre,
Parados no tempo,
Para que o tempo não pare.
E eu e tu somos iguais.

E quando perceberam
Que a noite era só deles,
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo,
Perdidos no chão.

Então os dois foram um,
E o tempo nenhum
Para o que tinham para se dar,
Põe o teu corpo no meu,
Deixa a noite acabar.

Então de um fez-se dois,
E o tempo depois
Foi tão pouco para viver,
Põe o teu corpo no meu
Sente o meu a amanhecer.

Hei, hei, hei, X 4
Eu e tu somos iguais...

Enrolou um cigarro
Que fumaram a dois,
Revivendo o prazer
Que viria depois.
Beberam olhares,
Lugares de veneno,
Nas paredes do quarto
O mundo é tão pequeno.
E eu e tu somos iguais.
Partiram no carro
A voar na cidade,
Encantados nas luzes,
Despistando a vontade.
Deram-se as mãos,
E os corpos também,
A 200 à hora
Não os vai vencer ninguém.
E eu e tu somos iguais.
E pararam o mundo
Numa rua qualquer,
Num abraço sereno
Sem ninguém perceber...
E eu e tu somos iguais.

E quando perceberam
Que a noite era só deles,
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo,
Perdidos no chão.

Refrão

Pedro Abrunhosa

publicado por linade às 10:01
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Terça-feira, 25 de Maio de 2004

A DÁDIVA DO AMOR






Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali ao seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo estando de pijama velho, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...


Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar a ser louco por ela...
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partir: é o amor que chegou à sua vida.

É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem o deixar acontecer verdadeiramente.


É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção aos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor."


(Carlos Drummond de Andrade)


publicado por linade às 22:35
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TU versus VOCÊ





... Porque é que a lingua portuguesa é tão traiçoeira...


Aqui está a diferença entre "Tu" e Você" :



O texto a seguir ilustra muito bem essa diferença:


O Director Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem
brilhante Director, que depois de ter trabalhado durante algum tempo junto
dele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia.

Então o Director Geral do Banco, chamou um detective privado do
Banco e disse-lhe:

"Siga o Director Lopes durante uma semana, não vá ele a andar a
fazer algo sujo."

O detective, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e
informou:

" O Director Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro,
vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus
excelentes cubanos e regressa ao trabalho."

Responde o Director Geral: "! Ah, bom, antes assim. Não há nada de
mal nisso."

Logo de seguida o detective pergunta:

"Desculpe. Posso tratá-lo por tu ?

"Sim, claro"., respondeu o Director surpeendido !

"Bom então vou repetir:", disse o detective

" O Director Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro,
vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus
excelentes cubanos e regressa ao trabalho."





publicado por linade às 21:57
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CONSULTÓRIO SEXUAL




Sexóloga responde a dúvidas sobre sexo

1)Tenho 20 anos e ainda não tive relações sexuais porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que acha?
R: A minha 1ª vez também foi com um namorado fixo. Amarrei-o à cama.

2) O que fazer para surpreender um namorado tímido na primeira noite?
R: Apareça com um amante.

3) Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo... mas ele tem um pénis de 24 cm. Acho que vai ser doloroso, o que fazer ?
R: Mande para cá que eu testo por si.

4) Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa.

5) Terminei com o meu ex porque ele é muito chato e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem era mesmo chato nesta história?

6) Quero saber como enlouquecer um homem só nos preliminares.
R: Mostre umas fotos de uns BMW.

7) Como enlouqueço o meu parceiro numa relação na casa de banho?
R: Já usou desentupidor de pia?

8) Como conquistar um homem que tem namorada?
R: Fique logo com os dois. Gente complicada...

9) Saí com um gatinho e foi óptimo. Só que agora fico com medo de lhe ligar. Será que devo?
R: Depende. O gatinho sabe cagar na caixa de areia?

10) Eu tenho 18 anos mas adoro brincar com bonecas com a minha irmã de 2 anos. Também entro na net e não me farto de ver cenas de sexo. O que devo fazer?
R: Passe numa sex shop e compre um boneco insuflável de boas proporções.

11) Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser simpática. Obviamente.

12) O rapaz com quem namoro é muito porreiro, mas está a dar sinais de ser alcoólico. O que devo fazer?
R: Não o deixe conduzir.

13) Porquê, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora que o corpo entra em atrito, faz aquele barulho de quem está a bater palmas? Porquê nessa hora a gente fica mas excitado?
R: É porque parece que tem claque, tá a ver? Da próxima vez grite para a malta.

14) Eu não tenho uma cara propriamente linda, apesar de ser normal e não ser feia. O que mais atrai os rapazes é o meu corpo. O que fazer para conseguir comer alguns gatos tendo em conta que tenho 13 anos?
R: Nesta idade você tem que comer Nestum, entende?

15) Tenho 28 anos e sou virgem, não aguento mais esta situação. Como mudá-la o mais rápido possível?
R: Está em Lisboa? Vá ao Intendente, de madrugada.

16) Sou virgem e aconteceu-me, pela primeira vez, fazer sexo oral. Acabei por engolir aquilo e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelas orelhas.

17) A primeira vez dói? Qual a melhor posição para a mulher na primeira relação? Tenho 21 anos e ainda não tive sexo porque tenho medo de doer e não aguentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais se vai levantar. Veja se deixa de ser fresca, oh Cinderela!




publicado por linade às 17:30
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SE TU VIESSES VER-ME...


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


FLORBELA ESPANCA

publicado por linade às 00:10
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2004

Vanitas vanitatum et omnia vanitas...



Por José Manuel Fernandes
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2003

"Ela estava linda. Levava um vestido justo com cauda em seda selvagem, com
um corpo de Ypres e mantilha de renda feita especialmente na Bélgica".

A descrição é de Augustus, um costureiro português que só para a boda da
filha do Presidente angolano vendeu 50 vestidos.

Ela chama-se Tchizé, tem 25 anos, e é a filha de José Eduardo dos Santos,
o presidente da República Popular de Angola. Mas a descrição não está completa. Tchizé, informava ontem o "24 Horas" levava na cabeça,
"claro está, uma coroa ornamentada com os cobiçados diamantes angolanos".
Diamantes que não faltaram na festa.
Como não faltaram lagostas, champanhe francês e carne argentina numa mesa
servida pelo Ritz de Lisboa.

E como também não faltou tudo o que os muitos dólares da elite angolana
pode comprar, tudo o que não tem pudor
de gastar numa celebração que durou três dias e envolveu 600 convidados.
Convidados endinheirados pois ofereceram, em leilão, 30 mil euros pela
liga da noiva e onze mil pelo laço do noivo.
A festa terminou na ilha de Mossulo e depois os noivos partiram para as
ilhas Maurícias, em lua-de-mel.

Lá, bem longe da imensa miséria de Luanda, dos seus bairros de lata a
perder de vista, das suas infraestruturas podres,
dos seus mercados onde se esmola a comida de cada dia. Lá, ainda mais
longe de um território dizimado por anos de
guerra, onde se morre de fome, onde se é estropiado por minas, onde se
vive sem esperança e sem alegria.

Tudo pago, naturalmente, por José Eduardo dos Santos. O Presidente. O
homem que preside a um regime cleptócrata
que pilha as imensas riquezas do país e as distribuiu pela numenklatura e
apaniguados. Pelos que estavam na festa.
Pelos que importam carros de luxo, têm os filhos a estudar na Europa e não
dispensam Rolex de ouro ou as criações
de Augustus, mesmo quando estas custam mais de 1800 euros.

Espectáculo tão triste e vergonhoso foi ainda pautado pela hipocrisia - a
noiva foi discretamente baptizada antes de casar,
por que, quando nasceu, o pai ainda tinha o discurso do afro-estalinismo -
e pela agressiva presença da segurança.
Já não com medo da Unita, por certo, mas dos deserdados de Luanda.

Entre os convidados estava, para vergonha de todos nós, o
primeiro-ministro Durão Barroso. Convidado como "amigo",
porque o casamento não era de Estado. E que aceitou ir a Luanda nessa
condição: "amigo" de um dos responsáveis
pela desgraça de Angola, um homem com demasiado sangue nas mãos e
demasiado dinheiro nos bolsos.

Nenhum interesse do Estado português, nenhum interesse português em
Angola, público ou privado, justifica a viagem de Durão
Barroso. E mesmo que interesses existissem e a viagem os promovessem, há
actos de vassalagem que não se praticam - actos de
vassalagem como o de aceitar o convite para uma festa de luxo e espanto
num país que passa a vida a mendigar ajuda internacional,
que nem sequer paga as suas dividas, designadamente a Portugal.

A viagem oficial de Durão Barroso a Angola já tinha decorrido num tom de
cordialidade inaceitável quando se lida com gente da
jaez de José Eduardo dos Santos. Esta sua viagem privada foi pior, porque
implicou cumplicidade com o espavento de uma festa
escandalosa. Para além de que, mesmo privada, a ida de um
primeiro-ministro ao casamento da filha de um Presidente, é sempre
um gesto político. Neste caso, um triste e lamentável gesto político.


É ESTE O MUNDO EM QUE VIVEMOS!

_________________________________________________________________
publicado por linade às 23:44
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2004

BOM DIA

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O Importante não é estar aqui ou alí, mas ser...
E ser é uma ciência delicada feita de pequenas grandes observações do cotidiano, dentro e fora da gente ...
Se não executarmos essas observações, não chegamos a ser... apenas estamos e desaparecemos ".

(Carlos Drummond de Andrade)


publicado por linade às 08:56
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