Quarta-feira, 3 de Março de 2004

O POEMA

paisagens2.jpg



O arauto de Apolo dorme ainda
Na quentura do ninho.
Corvo marinho,
Cotovia,
Ou sonha na salgada penedia,
Ou no campo maninho.

Mas não dorme o Poeta.
E a sua natural inspiração
Vá através da escuridão
E vai buscar a luz à sua fonte.
Salta de monte em monte,
Com pernas de gigante e de ladrão.

E nas trevas humanas,
Nas pálpebras teimosas da rotina,
O seu poder de mago e de vidente
Cria
O novo sol desse precoce dia
Com mais fulgor futuro do que presente.

(Miguel Torga, Antologia Poética)



publicado por linade às 12:50
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